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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Trecho do livro de minha autoria


A história eu considero como uma ciência, do registro e conhecimentos humanos. Mesmo que para tantos uma chatice e descrença tipo ‘eu não tava vivo’ ou ‘que importa o que faziam na china a 3000 anos’ acho uma tolice considerar apenas a religião como hoje aceitam a maioria das pessoas como sua fé e a única verdade, desconhecendo a história de quem disse o que, em especial nos tempos bíblicos, infelizmente os únicos registros históricos –ou seja, escritos por alguém a algum tempo- conhecido que restam são da cultura ocidental, em especial das religiões monoteístas messiânicas, os filhos de Abraão onde Ieovah é o único Deus. E é, pois creio num único Deus O que está em mim e faz parte de todos nós e está em toda parte. Onde existe vida humana, existe um pouco de Deus. O mesmo que falou a Abraão e Moisés poderia ter falado com outras pessoas, de outros povos da terra, naqueles mesmos dias? Como saber já que não há escritos desses povos, então vale o que Ele disse a quem pôde transmitir a nós Sua palavra, mas sem distorções humanas, por favor.
A Bíblia? Veja bem, a palavra de Deus dentro desse livro está resumida entre palavras ditas por pessoas,mesmo que do filho de Deus sejam do filho humano Dele. A palavra vem da Torá, que é a mesma desde que foi entregue ou dita a alguém há muito tempo. Seu texto parece ser vasto, sábio e misterioso demais para ter sido escrito por uma ou mais pessoas comuns. Todo o ‘novo’ são reminiscências dos tempos do início da era das trevas de roma, primeiro e segundo século desta era. Enfim, se Deus falou com a gente faz tempo, e pior que a tomada dessa palavra pelos ditos líderes religiosos como verdade absoluta e inquestionável, posto que são palavras ‘de Deus’ não ajuda na busca da verdade. A vida é uma verdade, e deve ser preservada, apesar de tantos pensarem o contrário. Uma vida não começa do nada, mas quase isso.
A unidade da consciência faz com que necessitemos de outras pessoas e isso vem desde o nascimento, se não houver contato mãe/filho(s) o bebê morrerá, e talvez somente esses dois não bastem para a formação desse pequeno e novo contribuinte, pessoa física, e também filho de Deus. Logo temos outras pessoas como provedores de alimento, terra, moradia, bens sociais desde saúde até lazer, e na sociedade de hoje a vida nunca foi tão possível como aceita. Onde que a coisa começa a dar errado? Para a maioria hoje –maioria não quer dizer nada, apenas uma diferenciação obrigatória em ensaios humanos- felizmente a vida não representa um sacrifício ou sofrimento, apenas a falta de alguns bens materiais, mas isso contorna-se conforme a contribuição à sociedade de cada um, ou à chance que cada um tem de fazer isso. Alguns nunca tem chance alguma e voltam-se para uma vida perigosa, outros simplesmente morrem em silêncio sem deixar escritos seus sonhos e ideias, por mais ínfimos que fossem para os outros.
Temos um modelo de controle de nossas vidas baseado em subserviência à algum semelhante, mais idoso, e que já estava no ‘’sistema’ de controle da sociedade ao nascermos, e nunca sabemos quem é importante para resolução de nossos problemas, se possível o for, claro. Esse ‘sistema’ ignora o valor da vida em prol de valores materiais, que passaram a medir o valor da pessoa humana enquanto contribuintes. Hoje, como sempre foi pela humanidade considerado, uma vida não tem qualquer valor perante seus semelhantes em especial os que consideram-se superiores à sua pessoa. Parece que ao nascermos o futuro já está definido, com algumas opções de escolha, e depois que crescemos seremos os padres, médicos, políticos, advogados, policiais ou bandidos que tecem o tecido da vida não para uma nação, mas da humanidade em si. Antes de ser um brasileiro, americano ou hindu você é um ser humano.
A denominação ‘brasileiro’ se subdividirá por estado, município, conselhos, sindicatos, associações, federações, enfim ‘n’ entidades que deveriam te representar ou avaliá-lo, claro que por um preço. Ninguém ‘existe’ sem um pedaço de papel que diga quem você é, seus pais, onde (e como) nasceu e segue-se à partir daí uma sucessão de papéis para provar sua existência, e com eles os devidos comprovantes de pagamento das taxas da vida. O método brasileiro pode não ser perfeito, longe disso, e apesar de ser melhor que de outros países é o único que vivencio e conheço, com meus próprios métodos de avaliação de qualidade de vida. Aqui se pode tanto, tem-se tanto de tudo, infelizmente está subdividido entre poucos e tantos sofrem ou penam pela ausência de bens, residência, saúde, educação, lazer, etc, mas isso não importa, o que realmente importa é a vida e o que fazemos dela. Como pessoa física que sou, eu deveria ter direitos inalienáveis, mas todos os direitos cessam caso um governante decida usar da minha vida como força para o seu próprio governo, mesmo que custe a minha vida. E por que isso acontece? Foi decidido pela elite governante que o povo, ou pessoas comuns, são mais do que vidas parasitárias de outras pessoas, são uma força de modelagem da própria sociedade. E o que pagamos pra viver, com dinheiro ou mão de obra, vai para quem o governa, formando a elite num círculo vicioso.
Qualquer sociedade do planeta é por definição corrupta, em sua própria essência, já que o poder corrompe. A corrupção em si é quase um mistério humano, a vontade de ter benefícios ou bens além de seu merecimento ou posses. Ganância é a palavra ‘bíblica’ para corrupção, e as pessoas não se dão conta disso por acreditarem que seu governante, pastor, padre ou patrão mereçam esse bem maior por simplesmente serem melhores ou ‘bem nascidos’ do que você, ser humano comum que não sabe como o sistema funciona. Se soubesse, teríamos que matá-lo, e não se esqueça que sua vida não vale nada para quem está acima de você, e todo e qualquer sistema, de governo ou de controle, é gerido por pessoas físicas tão mortais como qualquer um, mas consideramos apenas 'cargos' para ele funcionar, se/quando uma pessoa física morre rapidamente seu cargo é substituído por outra pessoa física. Alguns cargos são mais cobiçados não por importância inerente, mas pelo lucro pessoal que surgirá dele/nele. Claro que muitos cargos dependem de formação específica e concursos públicos mas não vou me estender no assunto, que incluiria parentescos e apadrinhamentos. Ganância, amigos, valores, dinheiro é assunto demais pra um dia só.
Na nossa sociedade onde 'se encaixar'? A visão comum e normal é 'arranjar emprego' e 'ter formação/capacitação profissional' e isso começa quando na vida, em que idade? Apesar do futuro pessoal depender de alfabetização aprendemos desde crianças que tudo na vida depende de competição. Algumas são benéficas e saudáveis, muitas são mais cruéis e vis para crianças, e muitas são criadas por elas mesmas com maior ou menor grau de perigo ou mesmo legalidade moral ou social. Elas crescerão, e os valores adotados são estritamente pessoais, sempre. O fator fundamental para transformação de crianças em adultos de bem começa em casa, na família mas não será o único tampouco o mais importante para muitos, que nascem e crescem com poucos direitos, oportunidades e valor familiar ínfimo, moral ou financeiramente falando. Sem contar com saúde, apesar de direito do cidadão de qualquer idade também existe um pouco de fator sorte para uma vida sadia e saudável duradoura e longa.
Uma vez crescidos e formados, as pessoas físicas farão parte da sociedade desde que tenham vontade e capacidade laborativa, segundo os ministérios de saúde e previdência social. Para ganhar seus sustento e dia de amanhã as pessoas precisam, além de trabalhar também contribuir com parte de tudo que receber para os vários órgãos públicos que necessitam de dinheiro para funcionar, e nem sempre ter mais dinheiro significa um serviço melhor, e muitos se aproveitam disso como fonte de renda pessoal. Execrável tal atitude, mas é assim que funciona. Eu penso diferente e gosto de dizer isso sempre, estou acima da ganância humana. Acima, como assim? Eu sei que a vida acaba, tenho consciência disso e passei por isso com sequelas permanentes que hoje me causam mais aborrecimento do que reais prejuízos para minha qualidade de vida, se você puder considerar perda parcial da visão, perda das capacidades de escrever, realizar tarefas manuais delicadas ou de precisão e mesmo conduzir veículos automotores um aborrecimento.

2010

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