A história eu considero como uma
ciência, do registro e conhecimentos humanos. Mesmo que para tantos
uma chatice e descrença tipo ‘eu não tava vivo’ ou ‘que
importa o que faziam na china a 3000 anos’ acho uma tolice
considerar apenas a religião como hoje aceitam a maioria das pessoas
como sua fé e a única verdade, desconhecendo a história de quem
disse o que, em especial nos tempos bíblicos, infelizmente os únicos
registros históricos –ou seja, escritos por alguém a algum tempo-
conhecido que restam são da cultura ocidental, em especial das
religiões monoteístas messiânicas, os filhos de Abraão onde
Ieovah é o único Deus. E é, pois creio num único Deus O que está
em mim e faz parte de todos nós e está em toda parte. Onde existe
vida humana, existe um pouco de Deus. O mesmo que falou a Abraão e
Moisés poderia ter falado com outras pessoas, de outros povos da
terra, naqueles mesmos dias? Como saber já que não há escritos
desses povos, então vale o que Ele disse a quem pôde transmitir a
nós Sua palavra, mas sem distorções humanas, por favor.
A Bíblia? Veja bem, a palavra de Deus
dentro desse livro está resumida entre palavras ditas por
pessoas,mesmo que do filho de Deus sejam do filho humano Dele. A
palavra vem da Torá, que é a mesma desde que foi entregue ou dita a
alguém há muito tempo. Seu texto parece ser vasto, sábio e
misterioso demais para ter sido escrito por uma ou mais pessoas
comuns. Todo o ‘novo’ são reminiscências dos tempos do início
da era das trevas de roma, primeiro e segundo século desta era.
Enfim, se Deus falou com a gente faz tempo, e pior que a tomada dessa
palavra pelos ditos líderes religiosos como verdade absoluta e
inquestionável, posto que são palavras ‘de Deus’ não ajuda na
busca da verdade. A vida é uma verdade, e deve ser preservada,
apesar de tantos pensarem o contrário. Uma vida não começa do
nada, mas quase isso.
A unidade da consciência faz com que
necessitemos de outras pessoas e isso vem desde o nascimento, se não
houver contato mãe/filho(s) o bebê morrerá, e talvez somente esses
dois não bastem para a formação desse pequeno e novo contribuinte,
pessoa física, e também filho de Deus. Logo temos outras pessoas
como provedores de alimento, terra, moradia, bens sociais desde saúde
até lazer, e na sociedade de hoje a vida nunca foi tão possível
como aceita. Onde que a coisa começa a dar errado? Para a maioria
hoje –maioria não quer dizer nada, apenas uma diferenciação
obrigatória em ensaios humanos- felizmente a vida não representa um
sacrifício ou sofrimento, apenas a falta de alguns bens materiais,
mas isso contorna-se conforme a contribuição à sociedade de cada
um, ou à chance que cada um tem de fazer isso. Alguns nunca tem
chance alguma e voltam-se para uma vida perigosa, outros simplesmente
morrem em silêncio sem deixar escritos seus sonhos e ideias, por
mais ínfimos que fossem para os outros.
Temos um modelo de controle de nossas
vidas baseado em subserviência à algum semelhante, mais idoso, e
que já estava no ‘’sistema’ de controle da sociedade ao
nascermos, e nunca sabemos quem é importante para resolução de
nossos problemas, se possível o for, claro. Esse ‘sistema’
ignora o valor da vida em prol de valores materiais, que passaram a
medir o valor da pessoa humana enquanto contribuintes. Hoje, como
sempre foi pela humanidade considerado, uma vida não tem qualquer
valor perante seus semelhantes em especial os que consideram-se
superiores à sua pessoa. Parece que ao nascermos o futuro já está
definido, com algumas opções de escolha, e depois que crescemos
seremos os padres, médicos, políticos, advogados, policiais ou
bandidos que tecem o tecido da vida não para uma nação, mas da
humanidade em si. Antes de ser um brasileiro, americano ou hindu você
é um ser humano.
A denominação ‘brasileiro’ se
subdividirá por estado, município, conselhos, sindicatos,
associações, federações, enfim ‘n’ entidades que deveriam te
representar ou avaliá-lo, claro que por um preço. Ninguém ‘existe’
sem um pedaço de papel que diga quem você é, seus pais, onde (e
como) nasceu e segue-se à partir daí uma sucessão de papéis para
provar sua existência, e com eles os devidos comprovantes de
pagamento das taxas da vida. O método brasileiro pode não ser
perfeito, longe disso, e apesar de ser melhor que de outros países é
o único que vivencio e conheço, com meus próprios métodos de
avaliação de qualidade de vida. Aqui se pode tanto, tem-se tanto de
tudo, infelizmente está subdividido entre poucos e tantos sofrem ou
penam pela ausência de bens, residência, saúde, educação, lazer,
etc, mas isso não importa, o que realmente importa é a vida e o que
fazemos dela. Como pessoa física que sou, eu deveria ter direitos
inalienáveis, mas todos os direitos cessam caso um governante decida
usar da minha vida como força para o seu próprio governo, mesmo que
custe a minha vida. E por que isso acontece? Foi decidido pela elite
governante que o povo, ou pessoas comuns, são mais do que vidas
parasitárias de outras pessoas, são uma força de modelagem da
própria sociedade. E o que pagamos pra viver, com dinheiro ou mão
de obra, vai para quem o governa, formando a elite num círculo
vicioso.
Qualquer sociedade do planeta é por
definição corrupta, em sua própria essência, já que o poder
corrompe. A corrupção em si é quase um mistério humano, a vontade
de ter benefícios ou bens além de seu merecimento ou posses.
Ganância é a palavra ‘bíblica’ para corrupção, e as pessoas
não se dão conta disso por acreditarem que seu governante, pastor,
padre ou patrão mereçam esse bem maior por simplesmente serem
melhores ou ‘bem nascidos’ do que você, ser humano comum que não
sabe como o sistema funciona. Se soubesse, teríamos que matá-lo, e
não se esqueça que sua vida não vale nada para quem está acima de
você, e todo e qualquer sistema, de governo ou de controle, é
gerido por pessoas físicas tão mortais como qualquer um, mas
consideramos apenas 'cargos' para ele funcionar, se/quando uma pessoa
física morre rapidamente seu cargo é substituído por outra pessoa
física. Alguns cargos são mais cobiçados não por importância
inerente, mas pelo lucro pessoal que surgirá dele/nele. Claro que
muitos cargos dependem de formação específica e concursos públicos
mas não vou me estender no assunto, que incluiria parentescos e
apadrinhamentos. Ganância, amigos, valores, dinheiro é assunto
demais pra um dia só.
Na nossa sociedade onde 'se encaixar'?
A visão comum e normal é 'arranjar emprego' e 'ter
formação/capacitação profissional' e isso começa quando na vida,
em que idade? Apesar do futuro pessoal depender de alfabetização
aprendemos desde crianças que tudo na vida depende de competição.
Algumas são benéficas e saudáveis, muitas são mais cruéis e vis
para crianças, e muitas são criadas por elas mesmas com maior ou
menor grau de perigo ou mesmo legalidade moral ou social. Elas
crescerão, e os valores adotados são estritamente pessoais, sempre.
O fator fundamental para transformação de crianças em adultos de
bem começa em casa, na família mas não será o único tampouco o
mais importante para muitos, que nascem e crescem com poucos
direitos, oportunidades e valor familiar ínfimo, moral ou
financeiramente falando. Sem contar com saúde, apesar de direito do
cidadão de qualquer idade também existe um pouco de fator sorte
para uma vida sadia e saudável duradoura e longa.
Uma vez crescidos e formados, as
pessoas físicas farão parte da sociedade desde que tenham vontade e
capacidade laborativa, segundo os ministérios de saúde e
previdência social. Para ganhar seus sustento e dia de amanhã as
pessoas precisam, além de trabalhar também contribuir com parte de
tudo que receber para os vários órgãos públicos que necessitam de
dinheiro para funcionar, e nem sempre ter mais dinheiro significa um
serviço melhor, e muitos se aproveitam disso como fonte de renda
pessoal. Execrável tal atitude, mas é assim que funciona. Eu penso
diferente e gosto de dizer isso sempre, estou acima da ganância
humana. Acima, como assim? Eu sei que a vida acaba, tenho consciência
disso e passei por isso com sequelas permanentes que hoje me causam
mais aborrecimento do que reais prejuízos para minha qualidade de
vida, se você puder considerar perda parcial da visão, perda das
capacidades de escrever, realizar tarefas manuais delicadas ou de
precisão e mesmo conduzir veículos automotores um aborrecimento.
2010